Vendas e catálogo · 25 de setembro de 2026 · 6 min de leitura

Importar a tabela do fornecedor com IA: de PDF a produto cadastrado

Toda tabela nova do fornecedor chega em PDF, planilha ou foto e alguém redigita. Como a importação com IA cadastra, precifica por faixa e deixa a loja revisar.

ET
Equipe Tuvo
25 de setembro de 2026

Todo dono de loja de móveis conhece a cena. A fábrica manda a tabela nova por e-mail ou pelo representante: um PDF de dezenas de páginas, uma planilha organizada do jeito dela ou uma foto da tabela impressa tirada no celular. Dentro dela, cada modelo tem um preço por faixa de tecido, e cada tecido do mostruário pertence a uma faixa. Alguém na loja senta e redigita tudo, modelo por modelo, faixa por faixa, aplicando a margem na calculadora.

Isso se repete a cada fornecedor novo e a cada reajuste. Enquanto o trabalho não termina, o vendedor orça com a tabela antiga sem saber. Uma faixa trocada ou um zero a mais vira um pedido com prejuízo.

Por que a tabela do fornecedor não cabe em um cadastro comum

Sistema horizontal e planilha esperam um produto com um preço. O estofado não funciona assim. O mesmo sofá tem preço na faixa A, na faixa B e na faixa C; o mesmo modelo existe em duas ou três medidas; a fábrica muda a composição das faixas de tempos em tempos; e cada fornecedor monta a tabela do seu jeito.

Quando o cadastro não entende faixa, a loja resolve na mão: cria um produto por combinação, ou registra só o preço da faixa mais vendida e deixa o resto na cabeça do vendedor. Nos dois casos, a tabela seguinte obriga a refazer tudo. Por isso a estrutura do catálogo digital de móveis precisa estar resolvida antes: sem grade e sem faixa no cadastro, o importador não tem onde colocar o que leu.

O que o importador lê

O importador aceita o arquivo do jeito que o fornecedor mandou, sem exigir um modelo de planilha:

  • Planilha (Excel, Google Sheets, CSV), inclusive com várias abas e cabeçalhos fora do padrão.
  • PDF, tanto o gerado pela fábrica quanto o digitalizado, com tabelas que atravessam páginas.
  • Foto de tabela impressa, tirada no celular no mostruário ou na feira.

A loja sobe o arquivo, informa o fornecedor e segue para a leitura.

O que a IA faz com o arquivo

A leitura acontece em etapas, e cada uma produz algo que a loja consegue conferir:

  1. Identifica os produtos. Separa o que é modelo do que é observação, rodapé ou condição comercial. "Sofá Milão 3 lugares" vira um produto; "preços válidos a partir de" vira a data de vigência da tabela.
  2. Separa as variações. Tecido, cor, medida e acabamento viram a grade do produto, não linhas soltas. Duas ou três medidas do mesmo modelo ficam sob o mesmo produto pai.
  3. Reconhece as faixas de tecido. As colunas de faixa da tabela viram a tabela de preço do fornecedor por faixa, ligada ao produto. Os tecidos do mostruário já cadastrados na faixa certa herdam o preço.
  4. Sugere categorias. Pela descrição e pelas características, propõe onde o produto entra, seguindo as categorias que a loja já usa.
  5. Aplica a regra de preço da loja. A margem definida por fornecedor, por linha ou por faixa gera o preço de venda de cada combinação.
  6. Casa com o que já existe. Se o produto já está no cadastro, o importador reconhece pelo código do fornecedor ou pela descrição e propõe atualizar, não duplicar.

O que a loja revisa antes de publicar

Nada vai ao ar direto. O resultado da leitura aparece em uma tela de revisão, e é a loja quem aprova. Tabela de fornecedor tem ambiguidade que nenhuma leitura automática resolve sozinha, e é a loja quem sabe se aquela coluna sem título é a faixa D ou o preço à vista.

Na revisão, a loja vê:

  • os produtos novos, os atualizados e os que o importador não conseguiu casar com certeza;
  • as variações reconhecidas por produto, para corrigir uma medida lida errado ou um acabamento que não existe;
  • as faixas e os preços de venda calculados, lado a lado com o preço anterior;
  • a categoria sugerida, para aceitar ou trocar;
  • o que ficou de fora e por quê (linha ilegível na foto, produto sem preço, código repetido).

Só depois que a loja confirma é que o cadastro muda. Até lá, o vendedor continua vendendo com a tabela vigente. A IA faz a leitura; a decisão é da loja.

Quando o fornecedor manda a tabela nova

No reajuste, a loja sobe a tabela nova do mesmo fornecedor e o importador compara com a que está em vigor: quais modelos mudaram de preço, quais entraram, quais saíram, quais tecidos trocaram de faixa. A revisão mostra só a diferença.

Ao publicar, a tabela nova substitui a antiga em vigor, com data de vigência, e a antiga fica guardada como histórico. O preço de venda de cada combinação é recalculado pela regra da loja de uma vez. Orçamentos já emitidos mantêm o preço da data em que foram feitos; orçamentos novos saem com o preço novo. Quando o cliente pergunta por que o sofá subiu, a loja tem a resposta: a tabela do fornecedor de tal data.

O mesmo importador lê planilha, PDF e foto na migração de um sistema antigo, com o mesmo passo de revisão.

Antes e depois

TarefaNa mãoCom o importador
Cadastrar um fornecedor novoDias digitando produto por produtoHoras: subir o arquivo, revisar, publicar
Reajuste de tabelaRefazer o cálculo de cada combinaçãoRevisar só o que mudou e publicar
Preço por faixa de tecidoCalculadora e planilha paralelaRegra da loja aplicada em todas as faixas
Erro de digitaçãoDescoberto no pedido ou na notaApontado na tela de revisão
Histórico de preçoVersões de planilha por e-mailTabelas anteriores com data de vigência

Como fica na Tuvo

Na Tuvo, a importação com IA de planilha, PDF ou foto de tabela faz parte do catálogo. O importador identifica produtos, monta a grade de tecido, cor, medida e acabamento, reconhece as tabelas de preço do fornecedor por faixa de tecido e aplica a regra de preço da loja. Tudo passa pela tela de revisão antes de ir ao ar, e cada tabela nova substitui a anterior com data de vigência e histórico. O produto cadastrado é o mesmo que o vendedor orça, o PDV vende, a nota descreve e o estoque conta.

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